O assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, que aconteceu no mês de março de 2018, voltou a ser um dos assuntos mais comentados nesta sexta-feira (16).
De acordo com as informações repassadas pelo portal online da revista ‘Veja’, Julia Mello Lotufo, viúva do miliciano Adriano da Nobrega, está negociando uma delação premiada com o Ministério Público do Rio de Janeiro e teria apontado para os promotores de Justiça quem foi o mandante da execução de Marielle e Anderson.
Julia ainda revelou que Adriano participou de cerca de uma dezena de homicídios e deu detalhes sobre os crimes e negociações do miliciano com o crime organizado e de pessoas do meio político.
A intenção da viúva é trocas as informações que tem por sua liberdade, ela se encontra em prisão domiciliar e é obrigada a usar tornozeleira eletrônica.
Julia já teria indicado o mandantes do assassinato de Marielle Franco, segundo ela Adriano chegou a ser procurado para cuidar do planejamento e execução da vereadora mas que achou a ação muito perigosa por se tratar de uma parlamentar.
A viúva do miliciano afirmou que Adriano não aceitou executar Marielle não por empatia pela vítima, mas por preocupação que o crime interferisse em seus negócios que ele mantinha na região, como por exemplo, grilagem de terra e exploração de máquinas caça-níquel.
Ainda segundo aa informações repassadas por Julia, integrantes da milícia que atua na comunidade Gardênia Azul procuraram Adriano para discutir o planejamento da morte de Marielle, naquela ocasião eles alegaram que a atuação da vereadora estaria colocando em risco os negócios da milícia em Gardênia Azul e em Rio das Pedras.